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Article: Mais do que Tesouras: A Vida Pulsante e a Alegria Singela de Henri Matisse

Mais do que Tesouras: A Vida Pulsante e a Alegria Singela de Henri Matisse

Retrato fotográfico de Henri Matisse



Se hoje entrasse numa casa e não encontrasse pelo menos uma forma à Matisse numa parede, numa almofada ou numa manta, provavelmente teria viajado no tempo. O artista está por todo lado. Aqui na Posterscape, achamos isso mais motivo de celebração do que crítica. Henri Matisse é quase o santo padroeiro de humanizar um ambiente. Passou a vida a reduzir a arte ao essencial — simples, colorido e feliz — e continuamos a colher os resultados desse trabalho.

A maioria conhece-o pelos seus "recortes", aqueles nus azuis e formas que parecem terem sido recortadas por uma criança muito talentosa com uma tesoura gigante. Mas a trajetória de Matisse não começou aí. Foi longa, muitas vezes dura, e cheia de quem dizia que ele estava a errar. Queremos contar como um ex-escrivão de um tribunal no norte da França acabou por ensinar o mundo a usar a cor.

 

 

O estudante de Direito que encontrou uma caixa de tintas

Matisse não foi um prodígio desde bebé. Não nasceu a desenhar no Louvre. Veio ao mundo em 1869, numa cidade fria e chuvosa chamada Le Cateau-Cambrésis. A família trabalhava com cereais. Foi para Paris estudar Direito, passou nas provas e começou a trabalhar como escrivão. Era uma vida monótona, e ele parecia conformado até sofrer uma apendicite aos 21 anos.

Enquanto se recuperava no leito, a mãe deu-lhe uma caixa de tintas. Mais tarde ele disse que, a partir desse momento, tinha encontrado o seu "paraíso". Deixou a carreira jurídica — o que certamente não deixou o pai feliz — e mudou-se para Paris para estudar arte. Pode saber mais sobre os primeiros passos na página dele na Wikipédia.

Nesses anos iniciais buscava a sua voz. Pintou paisagens e naturezas-mortas que eram competentes, mas ainda não eram "Matisse". Queria algo diferente. Esse algo surgiu quando deixou de tentar reproduzir a aparência das coisas e passou a pintar como elas eram sentidas. Nasceu assim uma obra que escandalizou os críticos: Le bonheur de vivre (A alegria de viver) (1905). Hoje vemos o pôster e percebemos uma cena pastoral, tranquila, com linhas ondulantes e laranjas e amarelos intensos. Em 1905 muitos acharam aquilo uma piada ou até uma afronta. Chamaram a ele e aos colegas de "Fauves", ou "Feras Selvagens".


Pôster de Harmony in Red (1908) de Henri Matisse, com moldura de madeira natural
Harmony in Red (1908)

A era da Fera Selvagem

O fauvismo foi curto — durou apenas alguns anos — mas foi uma virada radical. Matisse e o amigo André Derain decidiram que a cor não tinha de reproduzir a realidade. Se uma árvore lhes parecia vermelha, pintavam-na vermelha. Se um rosto tinha uma faixa verde, assim ficava. Era provocador. Nasceu aí a arte moderna como a conhecemos.

Adoramos a energia desse momento. Tratava-se de emoção crua. Com o passar do tempo, porém, Matisse afastou-se da "selvageria" e procurou "equilíbrio, pureza e serenidade". Não queria que a sua obra deixasse as pessoas inquietas. Chegou a dizer que desejava que a arte fosse como uma boa poltrona: um lugar para descansar depois do trabalho. Acreditamos que ele acertou.

 

Pôster de Nu sentado visto de trás (1913) de Henri Matisse, com moldura de madeira natural

Nu sentado visto de trás (1913)

 

Mudar para Sul e encontrar a luz

Matisse acabou por deixar os céus cinzentos de Paris e fixar-se em Nice, na Riviera Francesa. Foi um divisor de águas. A luz mediterrânea transformou a sua paleta. Passou a pintar interiores, janelas abertas e figuras em divisões cheias de tecidos estampados. Ficou fascinado por como a luz atravessava uma janela veneziana.

Nessa fase, a obra tornou-se mais decorativa e fluida. Um bom exemplo do foco na forma neste período é o Nu com colar e cabelo comprido (1920). É um estudo simples e elegante. Mostra como ele conseguia, com poucas linhas, sugerir um estado de espírito. Não tentava registrar cada músculo ou sombra; procurava captar a essência. Se passar pelo sul da França, visite o Museu Matisse em Nice. Fica numa casa do século XVII e guarda uma das melhores coleções da sua obra.

 

Pôster de Polynesia, the sea (1946) de Henri Matisse, com moldura metálica

Polynesia, the sea (1946)

 

A segunda vida: desenhar com tesoura

A parte mais célebre da história de Matisse aconteceu já perto do fim da vida. Nos anos 40 foi submetido a uma cirurgia por um câncer abdominal. O procedimento salvou-lhe a vida, mas deixou-o maioritariamente confinado à cadeira de rodas ou à cama. Já não podia ficar de pé diante de um cavalete. Muitos teriam-se reformado. Matisse mudou só as ferramentas.

Começou a "pintar com tesouras". Tinha assistentes que pintavam grandes folhas de papel com gouache vibrante. Ele cortava formas no papel e fazia com que os ajudantes as colocassem nas paredes do quarto. Assim nasceram os "recortes". Chamou a essa técnica "desenhar em cor". Era uma forma de unir linha e cor num único gesto. Consideramos um dos capítulos mais inspiradores da história da arte. Ele transformou uma limitação física numa forma totalmente nova de criar.

Uma das imagens mais reconhecíveis desse período é Ícaro (do Jazz) (1947). Pertence a um livro que ele publicou, Jazz. A figura negra com o coração vermelho num céu azul é simples, mas atinge no peito. Não é o mito grego de forma literal; é a sensação de voar e do risco de cair. É ousada, gráfica, e continua a parecer contemporânea, como acontecia há oitenta anos.

Outro favorito desse período é Polynesia, the sea (1946). Matisse visitou o Taiti anos antes e usou memórias da luz e do mar para criar formas rítmicas, semelhantes a aves e peixes. Parece um poema visual sobre a água. Quando olhamos para este pôster quase sentimos a brisa. Lembra-nos que a arte não precisa de ser complexa para ser profunda.

Por que Matisse ainda importa

Talvez pergunte por que vemos tanto Matisse por aí. Por que um homem que morreu em 1954 continua a dominar a decoração de interiores? Temos algumas hipóteses.

Primeiro, a obra dele é incrivelmente versátil. Como se concentra em formas simples e cores primárias, os seus pôsteres não competem com móveis modernos. Seja num apartamento minimalista ou numa casa cheia de peças vintage, um pôster de Matisse tende a encaixar. Acrescenta personalidade sem sobrecarregar o ambiente.

Segundo, existe um sentido profundo de otimismo na sua produção. Matisse viveu duas guerras mundiais e enfrentou crises graves de saúde, mas recusou-se a pintar obras sombrias ou raivosas. Escolheu a alegria. Preferiu flores, bailarinos e o mar azul. Num mundo pesado, ter essa atitude na parede funciona como um lembrete diário para procurar luz.

Terceiro, o estilo dele parece acessível. Ao olhar para um recorte, dá a impressão de algo que quase se poderia fazer em casa (mesmo sendo, na prática, muito difícil atingir aquele equilíbrio). Não intimida. É arte que recebe bem as pessoas.

Criar a sua própria galeria de parede

Se quer trazer um pouco desse espírito do mestre francês para o seu espaço, sugerimos começar pela nossa seleção completa de pôsteres de Matisse: coleção de pôsteres de Matisse. Reunimos peças dos seus primeiros desenhos, das pinturas fauvistas e, claro, dos recortes icónicos.

Perguntam-nos com frequência como combiná-los. A vantagem é que não há regras rígidas. Pode optar por uma peça grande e imponente, como um "Nu Azul" acima do sofá, ou agrupar vários pôsteres menores. Notamos que Matisse resulta especialmente bem ao lado de fotografia ou impressões botânicas. Como o trabalho dele gira em torno da natureza e da figura humana, faz a ponte entre estilos com facilidade.

Também não tenha medo da cor. Muita gente se limita ao bege e ao cinza, mas um toque de azul-Matisse ou um ponto de laranja de Le bonheur de vivre pode virar toda a energia de um cômodo. Torna o espaço mais vivido e pensado — ideal para interiores no Brasil.

 

Miniatura do pôster Le bonheur de vivre (1905) de Henri Matisse

Le bonheur de vivre (1905)

 

Uma herança de tesouras e espírito

Matisse trabalhou até ao fim. Mesmo acamado, usava um bastão com carvão na ponta para desenhar no teto e continuar a criar. Era obcecado pela ideia de "simplificar". Queria descobrir a linha que capturasse todo um corpo. Queria a tonalidade de azul que parecesse céu.

Acreditamos que por isso a obra dele não envelheceu. Tendências vêm e vão. Um ano é tudo "industrial", no outro é "rústico", mas Matisse permanece. Está além dessas modas porque buscava algo universal. Procurava o equivalente visual de um suspiro profundo.

Se quiser aprofundar o lado técnico da obra, o Met tem um ensaio excelente sobre a carreira dele. Mas, honestamente, não precisa de um mestrado em história da arte para gostar. Basta olhar para as obras e sentir o efeito. Se elas o deixarem um pouco mais leve, então Matisse cumpriu a sua missão.

Considerações finais

Temos orgulho em oferecer estas peças na Posterscape. Para nós, arte não é só preencher um espaço vazio na parede. É a atmosfera que cria para a sua vida. Henri Matisse passou décadas a tentar traduzir felicidade em papel, e ficamos felizes por poder partilhar isso consigo.

Portanto, quer seja atraído pelas linhas fluidas dos seus desenhos dos anos 20, quer prefira o impacto gráfico e audaz dos recortes tardios, há algo no catálogo dele para todos. Dê uma olhada na coleção, escolha uma peça que fale com você e traga um pouco desse sol mediterrâneo para a sua casa. Garantimos que vai ficar ótimo.

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